Além do plenário lotado, cerca de 150 manifestantes protestaram do lado de fora contra a demora na apreciação dos projetos enviados por Carla. O sub-secretário de Comunicação da prefeitura, Vitor Diniz, afirmou que não há como garantir os serviços porque não há recursos autorizados. “Além da coleta de lixo, serviços como o limpa-fossa, abastecimento de água para o 5º Distrito, entre outros, deixarão de ser feitos”, informou ele.
Os vereadores do bloco governista não aceitaram a proposta do presidente da Câmara. Eles querem a colocação em pauta dos projetos 006/2011, que autoriza a prefeita Carla Machado a remanejar 50% do orçamento sem autorização do Legislativo; o 008, que concede 7% de reajuste aos servidores municipais; e o 009, que autoriza suplementação de R$ 17 milhões.
Ao final da sessão, o presidente da Casa, Gersinho, informou, em entrevista divulgada no site da Câmara, que não teria como colocar os projetos. “Tentamos resolver essa situação durante uma reunião realizada com eles antes. O projeto 006 é inconstitucional. Então, como querem que a gente vote?”, questionou, afirmando que se tivessem apresentado o projeto para R$ 4 milhões, ele seria colocado em plenário.
Segundo a prefeita, as dificuldades administrativas começaram no início deste ano, quando a Câmara aprovou o orçamento, mas fixou o índice de remanejamento de verba em apenas 5%. Dessa forma, sobra dinheiro em algumas secretarias e falta em outras. O agravamento da situação começou nos últimos meses.
— Enquanto Campos pode remanejar até 30% de verba, Cardoso Moreira até 50%, eu só posso fazer essa redistribuição em 5%, mas esse índice não é sobre o orçamento todo. Posso usar esse percentual dentro da mesma secretaria e com a mesma natureza de despesa. Isso é inviável. Em contra-partida, a Câmara aprovou o remanejamento de até 100% em seu orçamento”, ressaltou Carla, indignada com a atitude da oposição que, segundo ela, “engessou” o orçamento da prefeitura.
Fonte: Jornal Folha da Manhã
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