sexta-feira, 22 de julho de 2011

Em meio ao caos em SJB, Câmara não vota

Em clima de tensão, mais uma vez não houve sessão na Câmara de Vereadores de São João da Barra. Um dia depois de a prefeita Carla Machado ter anunciado que 409 funcionários de uma empresa que presta serviços à prefeitura seriam demitidos, o que já está prejudicando serviços essenciais, como a coleta de lixo nos bairros e distritos e abastecimento de água para o 5º Distrito, por exemplo, o impasse provocado pela não colocação dos projetos enviados pelo Executivo prevaleceu. Antes da sessão, houve reunião entre os vereadores da oposição, comandados pelo presidente do Legislativo sanjoanense, Gersinho Crispim (PMDB), e a bancada governista, que foi avisada de que apenas uma suplementação de R$ 4 milhões seria colocada em votação, o que não foi aceito.

Além do plenário lotado, cerca de 150 manifestantes protestaram do lado de fora contra a demora na apreciação dos projetos enviados por Carla. O sub-secretário de Comunicação da prefeitura, Vitor Diniz, afirmou que não há como garantir os serviços porque não há recursos autorizados. “Além da coleta de lixo, serviços como o limpa-fossa, abastecimento de água para o 5º Distrito, entre outros, deixarão de ser feitos”, informou ele.

Os vereadores do bloco governista não aceitaram a proposta do presidente da Câmara. Eles querem a colocação em pauta dos projetos 006/2011, que autoriza a prefeita Carla Machado a remanejar 50% do orçamento sem autorização do Legislativo; o 008, que concede 7% de reajuste aos servidores municipais; e o 009, que autoriza suplementação de R$ 17 milhões.

Ao final da sessão, o presidente da Casa, Gersinho, informou, em entrevista divulgada no site da Câmara, que não teria como colocar os projetos. “Tentamos resolver essa situação durante uma reunião realizada com eles antes. O projeto 006 é inconstitucional. Então, como querem que a gente vote?”, questionou, afirmando que se tivessem apresentado o projeto para R$ 4 milhões, ele seria colocado em plenário.

Segundo a prefeita, as dificuldades administrativas começaram no início deste ano, quando a Câmara aprovou o orçamento, mas fixou o índice de remanejamento de verba em apenas 5%. Dessa forma, sobra dinheiro em algumas secretarias e falta em outras. O agravamento da situação começou nos últimos meses.

— Enquanto Campos pode remanejar até 30% de verba, Cardoso Moreira até 50%, eu só posso fazer essa redistribuição em 5%, mas esse índice não é sobre o orçamento todo. Posso usar esse percentual dentro da mesma secretaria e com a mesma natureza de despesa. Isso é inviável. Em contra-partida, a Câmara aprovou o remanejamento de até 100% em seu orçamento”, ressaltou Carla, indignada com a atitude da oposição que, segundo ela, “engessou” o orçamento da prefeitura.

Fonte: Jornal Folha da Manhã 

http://www.fmanha.com.br/#1219359749/1311289359

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